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Intercambistas europeus e asiáticos relatam experiências no campus Barra do Garças

Publicado por: Reitoria / 2 de Setembro de 2019 às 16:37

Uma Roda de conversa com os estudantes intercambistas da Itália, Malásia e Tailândia, que terminaram o período de estudos de 10 meses no campus Barra do Garças foi realizada pelos Embaixadores de Relações Internacionais no fim de junho.

“A Roda foi uma forma de socializar com os servidores do campus, escola anfitriã dos estudantes e compartilhar as experiências que eles tiveram no período letivo de agosto de 2018 até junho de 2019”, explicaram as embaixadoras Ana Paula Vasconcelos da Silva e Renata F. F. Lopes.

Na visão da italiana Alessandra Stolzi, “a experiência foi positiva desde o primeiro dia. Na Itália a escola é apenas um local para estudar. Aqui no Brasil, não é bem assim, é uma comunidade. A relação professor-aluno é diferente, tem mais atividades e é isso o que mais gosto”. Alessandra observou que o ensino na Itália é muito “individual” enquanto que no Brasil há muitos trabalhos em grupo. Ela considera positivo o incentivo ao trabalho em equipe, mas acha bom ter trabalhos individuais também.

Oriunda de Florença, a jovem mencionou ter tido alguma dificuldade inicial para se adaptar à cidade pequena, além do clima e da alimentação. Alessandra considera que ela e seus colegas intercambistas amadureceram e mudaram muito ao longo dos 10 meses do programa. Ela contou que não tem Sociologia na Itália, mas que após a oportunidade no Brasil gostaria de continuar estudando a disciplina.

Sob a ótica da intercambista italiana, Alice Farella, “a escola é um ambiente mais rígido e fechado em seu país.” Aqui ela gosta das atividades extracurriculares como projetos e dança, além dos trabalhos em equipe. Outra comparação importante é que na Itália o sistema de avaliação é muito rigoroso e conta com avaliações escritas e orais em todos os componentes curriculares. “Isso causa muita tensão, os alunos se sentem muito pressionados, então prefiro sem as provas orais, como aqui no Brasil”, opinou.

Proximidade X Respeito - A relação estabelecida entre alunos e servidores, inclusive professores, causou surpresa na estudante. “Aqui há professores que se tornaram amigos. Por outro lado, confesso ter ficado assustada com a indisciplina e alguns atos de desrespeito para com o professor. Considero que no Brasil deveria se cobrar mais respeito dos estudantes.” Quanto às diferenças e choques culturais, Alice sentiu algum desconforto apenas com relação ao clima e à alimentação. “Mas agradeço pela experiência, que foi muito positiva”.

O intercambista Hiew Shun Wen, vindo da Malásia, também gostou muito das atividades extracurriculares como esportes e visitas técnicas pois serviram para ajudar na integração com outros estudantes, inclusive de outras turmas. Ele também mencionou que os professores no Brasil não são rígidos. “Se o professor não é rigoroso o suficiente, talvez os alunos pensem que, com este professor, podem apenas ‘relaxar’ e não levar a sério,” considerou. Ele não teceu críticas ou observações quanto à escola por uma questão de respeito, pois, em sua opinião, “cada escola tem seu jeito de agir com os estudantes e isso se dá dessa maneira por causa de questões culturais”.

A estudante tailandesa Kornkamol Srimuang, ou simplesmente de Ping Ping, considerou a experiência 100% positiva e relatou que se sente brasileira, mesmo tendo considerado o aspecto mais difícil da experiência a Língua Portuguesa. “Na Tailândia, a relação entre professor e aluno é muito distante. Na maioria das vezes, eles têm vergonha de falar com os professores, mesmo quando têm alguma dúvida. Mas aqui me sinto à vontade para conversar com os professores”. Ping Ping observou, ainda, que os estudantes respeitam muito mais os docentes em seu país.

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